sábado, 31 de outubro de 2009

Pará, quem te tem nas mãos não sabe cuidar de ti.

É difícil entender a mentalidade das pessoas que vêm governando o Estado do Pará há tempos.

Se essas pessoas se preocupassem realmente com o desenvolvimento do estado, seriamos um dos estados mais ricos e desenvolvidos do país. Tudo bem, sei que o que estou escrevendo, todos já estão cansados de saber, só que ninguém faz nada pra mudar isso, ninguém cobra nada, aí a situação vai se repetindo, entra governo, sai governo.

Como não podemos ficar revoltados, com situações como as dessas grandes mineradoras instaladas no estado, que não podem beneficiar o minério extraido aqui, alegando que não há oferta de energia.

Um exemplo, a ALCOA, que extrai bauxita no oeste do Pará, Instalou sua usina de beneficiamento no Estado do Maranhão, alegando que aqui no Pará não há oferta suficiente de energia, essa empresa tem razão, pois 80% da energia gerada em Tucuruí é exportada e um dos maiores consumidores dessa energia é o estado do Maranhão, ou seja, enquanto esse estado é beneficiado duplamente, nós estamos ficando cada vez mais atrasados.

Nada contra o Estado do Maranhão, muito pelo contrário, foi um lugar que gostei bastante, tenho muitos amigos lá e de lá. O que me revolta, na verdade, é a inércia dos nossos governates, que estão vendo tudo isso e nada fazem, só se preocupam com políticas assistencialistas, pois são as que rendem votos, e não tem visão futurista.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Saramago chama Igreja de "reacionária" e acusa Bento XVI de "cinismo"

Roma, 14 out (EFE).- O escritor português e Nobel de Literatura (1998) José Saramago chamou o papa Bento XVI de "cínico" e disse que a "insolência reacionária" da Igreja precisa ser combatida com a "insolência da inteligência viva".

"Que Ratzinger tenha a coragem de invocar Deus para reforçar seu neomedievalismo universal, um Deus que ele jamais viu, com o qual nunca se sentou para tomar um café, mostra apenas o absoluto cinismo intelectual" desta pessoa, disse Saramago em um colóquio com o filósofo italiano Paolo Flores D'Arcais, que hoje lança "Il Fatto Quotidiano".

Saramago, por sua vez, encontra-se na capital italiana para divulgar o livro "O Caderno" e se reunir com amigos italianos, como a vencedora do Nobel de Medicina Rita Levi Montalcini (1986).
No colóquio com Flores D'Arcais, Saramago afirmou que sempre foi um ateu "tranquilo", mas que agora está mudando de ideia.

"As insolências reacionárias da Igreja Católica precisam ser combatidas com a insolência da inteligência viva, do bom senso, da palavra responsável. Não podemos permitir que a verdade seja ofendida todos os dias por supostos representantes de Deus na Terra, os quais, na verdade, só tem interesse no poder", afirmou.

Segundo Saramago, a Igreja não se importa com o destino das almas e sempre buscou o controle de seus corpos.

Perguntado se o pouco compromisso dos escritores e intelectuais poderia ser uma das causas da crise da democracia, o escritor disse que sim. Porém, disse que este não seria o único motivo, já que toda a sociedade encontra-se nesta condição, o que provoca uma crise de autoridade, da família, dos costumes, uma crise moral em geral.

Saramago destacou que o fascismo está crescendo na Europa e mostrou-se convencido de que, nos próximos anos, ele "atacará com força". Por isso, ressaltou, "temos que nos preparar para enfrentar o ódio e a sede de vingança que os fascistas estão alimentando".

A visita de Saramago a Roma acontece a um dia do lançamento do seu mais novo livro "Caim", no qual volta a tratar da religião. EFE


Fonte: http://br.noticias.yahoo.com/s/14102009/40/entretenimento-saramago-chama-igreja-reacionaria-acusa.html